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Meu pai está morrendo, ele perdeu a fé na vida. O que eu faço?

Meu pai está morrendo, ele perdeu a fé na vida. O que eu faço?







Autor do texto: Regis Mesquita

Blog Nascer Várias Vezes - http://www.nascervariasvezes.com/

 

 

A dor no coração se revelava no rosto sofrido.

 

Nos olhos, as lágrimas deixavam claro o sofrimento.

 

Era a filha preocupada com a saúde do pai.

 

Em estado terminal, o pai finalmente entrou em um processo de despedida.

 

Ela entendia a despedida com desistência de lutar pela vida encarnada.

 

Ela queria que o pai tivesse fé em sua cura.

 

Queria vê-lo mostrando disposição para "lutar pela sua vida".

 

Rezava para que o milagre da cura permitisse que o pai ficasse próximo por muitos anos mais.

 

E sofria...

 

Nada estava saindo da forma como ela queria; ela se sentia impotente.

 

 

Em 1869 desencarnou Allan Kardec. O vice-presidente da  Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas terminou o discurso de despedida do amigo Kardec (no enterro do corpo) com as seguintes palavras: ... "não te dizemos adeus, mas até logo, até breve!"

 

 

No Livro Nascer Várias Vezes, no capítulo final (pag.308), é contada esta história:

 

"Olá, amigo! Acho que a gente vai ficar uns tempos sem se encontrar". Foi assim que Otaviano se despediu de seus amigos. Ele foi um homem de fé profunda. E, mesmo no momento em que o medo e a insegurança costumam ser muito fortes, ele não perdeu a fé. Faleceu em paz e em serenidade.

 

É provável que o espírito do Otaviano tenha muito mais de 50 mil anos e suas encarnações sejam contatadas às centenas. Isto significa que a personalidade e o corpo do Otaviano nunca haviam morrido. Mas, o espírito que reencarnou como Otaviano já conhecia a morte, tendo passado por ela centenas de vezes, pelo menos. Todas as experiências humanas são revividas muitas e muitas vezes.

 

 O corpo desconhece a morte, mas o espírito já passou por ela muitas vezes..."


 

Podemos concluir que a filha, frente a imensa dor da despedida do pai, perdeu sua fé. Mas, o seu pai não.

 

O pai sabia que lutar pela vida é muito maior do que se apegar ao corpo que usava naquele momento.

 

 

A aceitação não quer dizer ausência de luta. Significa, ao contrário, uma maior amplitude da luta.

 

Vamos entender: um senhor dizia que nunca aceitaria seu filho ser viciado em álcool. A crença que dominava sua mente era que aceitar é igual a não lutar para ajudar o filho – ou seja, aceitar seria o mesmo que desistir dele.

 

Este é um erro comum das pessoas: associar aceitação à desistência.

 

A aceitação é uma ampliação: o senhor pode e deve lutar para ajudar o filho, mas também deve lutar para ajudar a si mesmo. O vício do filho cria dois desafios para o senhor: ajudar o filho e ajudar a si mesmo. Para atingir este duplo objetivo é que a aceitação é fundamental.

 

O senhor deve lutar para ter uma vida feliz, manter o equilíbrio de sua família, dar atenção a todos os filhos, ajudar os outros membros que necessitem de sua colaboração e apoio. Se um filho tem uma conquista, ele deve estar junto, contente.  Se o filho viciado se desequilibra, ele deve "estender a mão".

 

A aceitação permite que a mente esteja livre para manter-se equilibrada e recheada de nobreza, mesmo nos momentos de provação.

 

A luta é a mesma, tendo aceitação ou não. Mas, a vida é muito diferente.

 

 

O pai, que estava no fim da vida, encontrou a paz. Aceitou sua limitação. A luta pela vida é a mesma, a qualidade de seus últimos momentos é que ficou muito diferente – muito melhor.

 

O pai gostaria de ficar mais tempo com a família; gostaria de ampará-los, amá-los. Por isto, cuidava de seu corpo enfermo. Mas, aprendeu que tinha duas boas opções: ficar junto ou seguir na sua trajetória de aprendizados ao voltar para o plano espiritual.

 

O pai manteve a fé de que o que acaba aqui, continua no plano espiritual. Ficar é bom, partir é bom também.

 

Esta é a beleza da aceitação da realidade: várias possibilidades positivas se revelam.

 

A aceitação é o ponto elevado da fé verdadeira. É a porta que deve ser transporta para a vida ficar mais rica em oportunidades e em aprendizados.

 

A aceitação é um "abrir os olhos" que revela caminhos e possibilidades que antes não eram percebidos.

 

Aceitação é a postura do guerreiro vencedor.

 

 

Era a filha quem precisava da ajuda do pai. O pai sereno e a filha sofrendo com sua imaturidade e a confusão gerada por crenças erradas.

 

Milhões de pessoas sofrem por carregarem em si mesmas crenças erradas. A solução é o aprendizado.

 

Com o aprendizado, o desafio é o mesmo. Mas, as condições de superá-lo positivamente são muito maiores.

 

A evolução espiritual é o aprendizado conquistado a cada desafio. O aprendizado útil para a vida do espírito, para os milhões de anos da vida do espírito.

 

Fonte: http://www.nascervariasvezes.com/2013/12/meu-pai-esta-morrendo-ele-perdeu-fe-na.html

 


 

Recomendo a leitura de três capítulos do livro Nascer Várias Vezes que estão diretamente relacionados com o tema deste texto:

 

- Problemas físicos, doenças, mudança de vibração e curas

- Aproveitar as boas oportunidades da atual encarnação para evoluir e amadurecer

- Morrer não é ruim para a maior parte das pessoas

 

 


Para refletir:

 

 

"O plano espiritual interage com o plano terreno. Se você mantiver sua mente conturbada com mil pensamentos e sentimentos, formará uma barreira que dificultará a ação das boas vibrações emanadas pelos espíritos de luz e pelo espírito que você é.

 

Por isto, não se OCUPE com preocupações. Saiba esperar para ocupar sua mente somente no momento em que for se esforçar para resolver o problema.

 

Mantenha sua mente serena e facilite a ação das vibrações espirituais em sua vida. Você é o responsável por resolver seus problemas, mas as vibrações elevadas dos espíritos de luz poderão te ajudar."

 

Regis Mesquita

Ensinamentos baseados no livro Nascer Várias Vezes

Originalmente postados na página do Facebook: https://www.facebook.com/nascervariasvezes

 

 

 


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