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De programador a Papeleiro e Poeta

Fui negando a realidade até a água rasa da vaidade
Deixar crer que reciclando o mundo tava salvando
Não tinha mais nada na vida
E o tédio ia driblando papel papelão repontando
Cada lixeira um tesouro de grão em grão encontrando
E herói da ecologia se achando
Puxava um carro enorme
Em cada lata ia parando
Cada vez mais se sujando
Fedido e Faminto bebendo todo dia o dia todo
Tinha os dentes azuis de tanto vinho que ia tomando
O tempo ia passando
Já perdera profissão de programador estudos e família
Não tinha nem sonho
Sua alegria uma latinha no chão ou na lixeira
Não havia esperança a miséria era derradeira
E a loucura se não era inteira por certo ali rondava
Quis Deus que ele aportasse com seu carrinho
No Posto de Saúde Mental onde obteve tratamento pro seu mal
E hoje 10 anos depois possa estar aqui garimpando versos
Reciclando palavras e trazendo
à Poesia a luz de sua loucura
Para rimar a razão de sua mais profunda emoção
O A M O R sem IIusão

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