Oi Paulo, gostei muito...
Já o título
Seu sopro chama
bronze das estrelas
O PARALELO está em nossos dedos
Pescoço eternamente torto aqui lembrei de uma animação que vi no Festival Internacional de Curtas – “O céu no andar de baixo”
colar do caos Uauuuu
É tudo muito lindo
Bjs
Lucila
De: universodapoesia@googlegroups.com [mailto:universodapoesia@googlegroups.com] Em nome de Paulo Ortiz
Enviada em: segunda-feira, 19 de setembro de 2011 15:25
Para: Surrealismo Teatro do incêndio
Cc: y-group
Assunto: 2 poemas (O silêncio do sangue/ A pinça do camponês)
O SILÊNCIO DO SANGUE para cinco amigos Certas noites são difíceis de ficar em casa Seu sopro chama De uma fresta Soa o bronze das estrelas Vem Vem nos cavalgar O PARALELO está em nossos dedos Eppur si muove Pescoço eternamente torto Desafio o céu Obscuro demais para esses olhos Envolto num manto E pelo colar do caos A um fio do navio pirata O prazer de pisar a rua sem rumo Agora é nosso Mas Cuidado Retire os pés antes de entrar A penumbra é a última convidada Lá dentro O ouro de uma tarde Ele dilata sentido por sentido PROIBIDO ESTACIONAR Quando apenas um cobertor o separa da humanidade E a bunda Prova da perfeição de Deus Abismo Eu te amo Os aviões crucificados Pelo ares Testemunham Os turistas Na própria cidade Alguém Terá que contar a nossa história Com a sinceridade da velhice Não serei eu O único O amor deve ser feito por todos O conde O marquês Você e eu Só isso é real Como explicar a dama da noite O sorriso no escuro A criança Frente ao portão Prestes a invadir? Mas de antigas fábricas Ainda vergam frutos negros Não estamos maduros para o amor A PINÇA DO CAMPONÊS Adormecia sobre o livro Do mundo
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