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RES: RES: poema(s) (novo(s))/ Surrealismo no cotidiano

Sim eu lembro do mendigo  e vou levar a pintura de que falei de onde vi a morte representada por meio de uma figura semelante àquela que vimos.

 

Oba, quer dizer que os versos finais estão bons. 

O trabalo da galera tá  surealizando novas possibilidades, rsrs

 

Bjs e até quarta

 

Lucila  

 

De: surrealismo2011@googlegroups.com [mailto:surrealismo2011@googlegroups.com] Em nome de Paulo Ortiz
Enviada em: terça-feira, 23 de agosto de 2011 01:26
Para: universodapoesia@googlegroups.com; surrealismo2011@googlegroups.com
Assunto: Re: RES: poema(s) (novo(s))/ Surrealismo no cotidiano

 

 

Boa, Lucila!

E valeu pelos comentários bem animados...

 

Só pra esclarecer: "O mendigo da morte/ Brinca de estátua"

foi recolhido na última quarta, ao sairmos da aula,

como a esmagadora maioria dos meus últimos versos,

anotando tudo que rouba os meus olhos no meio da rua.

Como o Surrealismo está nessa 'crônica dos pequenos absurdos'!

 

Lucila, gostei bastante dos versos finais:

 

"Cem pétalas nas pálpebras

 

A platéia rodopia nas chamas

rosas retorcidas

caem de seus olhos"


Aquele abraço,
Paulo
http://poenocine.blogspot.com/



--- Em seg, 22/8/11, Lucila Maia <lucilamaia@constelacao.org.br> escreveu:


De: Lucila Maia <lucilamaia@constelacao.org.br>
Assunto: RES: resumos (blog)/ aragon (breton)/ poema (novo)
Para: universodapoesia@googlegroups.com, surrealismo2011@googlegroups.com
Data: Segunda-feira, 22 de Agosto de 2011, 15:55

Adoreiii, preciso tirar uma foto daquele mendigo da morte, para fazer a comparação com a pintura que lhe falei.

 

E gostei de muitas imagens poéticas que voce colocou...

 

Escrevi esse, ainda em processo de criação, como o Willer disse – surrealismo na nossa vida!!!!  :

 

Em volta da mesa

A desunião da azeitona

Aquece o caroço do jovem em conflito

 

A pizza assombrada

Salta a deriva

Cem pétalas nas pálpebras

 

A platéia rodopia nas chamas

rosas retorcidas

caem de seus olhos

 

Lucila  Maia, ontem

 

 

 

 

De: universodapoesia@googlegroups.com [mailto:universodapoesia@googlegroups.com] Em nome de Paulo Ortiz
Enviada em: segunda-feira, 22 de agosto de 2011 12:06
Para: surrealismo2011@googlegroups.com
Cc: y-group
Assunto: resumos (blog)/ aragon (breton)/ poema (novo)

 


Bom dia, colegas surreais!

Bem legais, os resumos, Willer. Já está os colocando no seu blog tb?
Se precisar, o nosso continua aberto para tais contribuições.

Quinta passada, fui comprar "O Camponês de Paris" na Livraria Cultura,
mas não havia lá, apenas para encomendar.
Demora 9 dias, mas vale a pena (são muito solícitos).

E o "Nadja"? Tô dentro, se forem comprar: como faremos?

Compartilho com todos um poema que fiz nesse finde.
Acho que dialoga com as primeiras aulas do curso.
Como é o meu primeiro poema com glossolalias,
ainda não sei direito se acertei a mão... 

CONTRAMÉTODO

 

Tremo apenas de pensar isso

Enlouqueci

 

Começo a conversar comigo mesmo

            Em alto e bom som

Algumas vezes

                        Às gargalhadas

Ao fazer longas caminhadas

Coisas caem no chão com certas frases

Como ele enlouqueceu

                                   Subitamente

Por uma anã

 

Apenas de pensar que

Aos poucos

            O horizonte pega fogo

O pescoço arde

            Depois de anos e mais anos

Estou aqui de novo

A mandar beijos aos cães

                                   Farejadores

Semelhante a eles

            Estou à procura do verde

 

Tremo

Quando Afrodite senta num banco de metrô

            Atrás de meus amigos

Paraliso

            Ao tentar escrever a letra C

O triste abraço de um casal

                        Atrapalha a multidão

Hábitos esvoaçam

                        Perto dos templos

            Intoxicado pela tinta

                        Espero teu nome no obituário

Todo santo dia

 

Tremo

            Tremo apenas

O cabelo daquela menina

Cascata presa ao topo da cabeça

                                    Me enlouquece

A bailarina tem seis

Dezoito trinta

                        E duas pernas

A matemática é mágica

O segredo é esse

            Atravessar a ponte do grito

De cabeça baixa

 

Por isso

            Os loucos gostam de falar

Comigo?

A mão alheia guarda

                        O calor da hora

                        O cristal dentro do vidro

O mendigo da morte

                        Brinca de estátua

Quando não é sua vez

                        De reger a rua

 

Ouve

            Ou vê

Os novos maravilhosos

                        Agarrados a um par de sapatos

SOU SÃO

            O sol explode de seu círculo

Ele não é

Ele não pode ser redondo

            Como o caixão nunca se fecha

Planta pó

Planta pó

            SOU SÃO

GRAA

Beat

Beatrix

                        SOU SÃO

            Bíblia Babel

GRAA

GRAA

 

E temo o quanto enlouquecerei mais

Daqui pra trás




Aquele abraço,
Paulo
http://poenocine.blogspot.com/


--- Em qui, 18/8/11, Claudio Willer <cjwiller@uol.com.br> escreveu:


De: Claudio Willer <cjwiller@uol.com.br>
Assunto: de novo o arquivo com o resumo
Para: surrealismo2011@googlegroups.com
Data: Quinta-feira, 18 de Agosto de 2011, 22:32

desculpem ... ! no corpo do texto do resumo disse que ia juntar uma citação de Alexandrian, e esqueci de fazê-lo – segue de novo o resumo, agora completado – esqueçam o anterior, que mandei há pouco, e fiquem com este.

abrs

 

Claudio Willer

cjwiller@uol.com.br

http://claudiowiller.wordpress.com/

 

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